Sachi

Soba-tchá

fevereiro 1, 2010 · Deixe um comentário

Tchá ou o-tchá é chá em japonês. Mas no Japão, não só os verdadeiros chás de camellia sinensis são chamados de o-tchá. Existem todo tipo de infusões como o kuromame-tchá, de uma espécie de feijão preto, mais redondo e maior que o brasileiro (o gosto não tem nada a ver também, é outro tipo de feijão) e o soba-tchá, uma infusão feita com o trigo sarraceno usado para fazer sobá, um tipo de macarrão muito bom e popular no Japão.

Trouxe um soba-tchá incrível do Japão agora. Eu nunca tinha tomado e quando fui comprar uns chás na Jugetsudo, uma loja de chá em Tsukiji, a vendedora me ofereceu para tomar e achei muito bom. Depois que eu tomei o chá, ela me ofereceu para comer os grãos em si, que eram muito bons! Eles são torrados, por isso são crocantes e um pouquinho doces. Não tive dúvidas e comprei um pacote, junto com um gyokuro e um matcha que já tinha escolhido pra levar, depois de ter passado por uma degustação. Essa loja é incrível, a vendedora (na realidade, quase uma sommelière do chá japonês) é ótima e depois de puxar uma conversa, oferece alguns chás de acordo com o que vc se interessa, que você degusta no balcão enquanto ela generosamente dá explicações e responde a perguntas. Eles têm uma filial em Paris.

Voltando ao soba-tchá, esse da Jugetsudo é de um trigo sarraceno produzido na região de Hida, “numa das paisagens mais selvagens do Japão”. Hida fica numa região montanhosa no Japão Central e seu clima é bem difícil, com muita neve no inverno. Graças à diferença grande de temperatura entre o dia e a noite, produz um grão de sarraceno com sabor especial, segundo o fabricante. O grão é torrado lentamente a fogo baixo, o que faz com que fique ao mesmo tempo crocante e ainda conservando o seu sabor naturalmente doce.

O tempo de infusão é de um minuto com água fervente, 100ºC. A cor do líquido é uma cor de palha suave e o sabor, reconfortante. Adorei o soba-tchá. E comer os grãozinhos é viciante!

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kareha

janeiro 3, 2010 · 8 Comentários

De um lado, minha avó. 93 anos, não ouve bem e enxerga só de um olho. Anda devagar, mas com as costas bem retas. A mente funciona muito bem. Talvez o ego (no sentido junguiano) também.

De outro lado, uma outra velhinha. 83 anos. A mãe do marido da minha mãe. Tem a doença de Alzheimer. A memória dura aproximadamente 5 segundos ou menos, para as coisas novas. Em compensação, sabe exatamente sua data de nascimento e seu nome de solteira. Agora se tornou a filha de seu filho. É ele quem cuida de sua fralda, pergunta se quer ir ao banheiro… Voltou à infância. Mas será? Tenho minhas dúvidas, mas o comportamento é de criança mesmo.

Foi com elas que convivi esses ultimos dias de transição entre um ano e outro. É muito curioso conviver com idosos. Não estava acostumada. São tão diferentes, os jeitos de envelhecer. Minha avó não se conforma com sua falta de audição. Acho que tem muito orgulho, não quer colocar aparelho. Diz que o aparelho faz ouvir coisas que não quer também. Ela não consegue superar o físico. Acha o fim se não conseguir mais andar. Repara muito no aspecto físico das pessoas. Mas talvez por isso não desiste de sair de casa, ir às compras e subir a pé a ladeira íngrime do ponto de ônibus até a sua casa. É esse caminho que fortaleceu suas pernas, tenho certeza. Até eu fico sem fôlego. Faz as tarefas diárias da casa. Mas também diz que não tem mais vontade de comprar nada, a comida não tem mais gosto e não tem com quem conversar. Fica emburrada quando não consegue acompanhar as conversas. Não consegue ouvir. Vou pesquisar sobre os aparelhos mais modernos, tenho certeza que existe algum modelo que lhe sirva. Ainda mais aqui no Japão.

A outra velhinha, a Sra. Aiko, tem mais humor. Ela canta e ri. É fofa e pede desculpas pra tudo. Dobra origami muito bem. Nesses últimos 3 dias, já perguntou quem eu era e de onde eu vim umas 100 vezes. Ficou intrigada comigo. Ela, já, não está mais nem aí com o físico. Já superou. Talvez nunca tenha sido apegada a esse aspecto da vida mesmo. Tomamos banho juntas no onsen, ela, minha mãe e eu e foi tudo. Minha avó não quis. Ela tomou no quarto. Diz que gosta de tomar banho e entrar no futon logo em seguida.

Pelo menos eu aprendo a ser tolerante e a entrar em outro ritmo quando estou com elas. Nossos universos são diferentes demais, não é fácil manter uma conversa por muito tempo… Mas talvez seja um jeito de usar minhas outras personas. Mas as duas não se falam muito. Uma não ouve o que a outra diz e a outra esquece o que ela diz em questão de segundos…

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on the move

dezembro 29, 2009 · Deixe um comentário

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A seda de Khmer

dezembro 22, 2009 · Deixe um comentário

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Pu’er tea

dezembro 14, 2009 · 2 Comentários

Esse é o chá que eu tenho tomado todo dia ultimamente, o Pu’er. Ele é muito diferente de outros chás, a começar pelo fato de ser envelhecido. Em geral, os chás devem ser tomados o quanto antes depois de sua produção, mas o Pu’er é envelhecido durante alguns anos antes de ser comercializado. Durante o processo desse envelhecimento, acontece a pós-fermentação, o que garante a característica única dele no sabor, no aroma e nas propriedades químicas.

O Pu’er é um chá de folhas grandes fabricado no Condado de Pu’er na famosa região de Yunnan na China. Famosa justamente pelos seus chás. Dizem que foi ali que originou a árvore do chá (camellia sinensis) e hoje ainda existem árvores selvagens com mais de 1000 anos de idade, ainda produzindo ótimas folhas de chá!

Muitas vezes ele é classificado pelo seu ano de produção, assim como acontece com os vinhos, tem os seus anos vintage e tudo o mais. Dependendo do produtor, ano de produção e de sua qualidade na pós-fermentação, ele pode atingir preços altíssimos como alguns milhares de dólares por “bolo”. Falo de “bolo”, pois é assim que eles chamam o chá Pu’er compressado num formato redondo. Eles são geralmente comercializados assim, compressados em formatos de bolo, tijolo, quadrado, ou outros formatos como melão, cogumelo, etc. A compressão é feita logo após o primeiro processamento pós-colheita e a pós-fermentação acontece lentamente durante anos com o chá compressado. As vezes são comercializados chás Pu’er com as folhas soltas, produzidos num processo que imita a pós-fermentação.

um bolo de chá Pu’er

O  Pu’er que estou tomando agora, eu comprei no bairro da Liberdade, numa mercearia chinesa que fica quase em frente à saída do metrô, um pouco mais à esquerda. Ele é orgânico e o sabor é suave, mas bem característico do Pu’er, aquele sabor terroso que eu gosto muito. O melhor momento para toma-lo é logo depois das refeições. Além de ajudar a fazer a digestão, ele é tido como um chá emagrecedor, que ajuda a eliminar a gordura ingerida e a baixar o colesterol. Na China e em Hong Kong, ele é muito tomado nas casas de dim sum, que eu amo! Ouvi dizer que abriu uma casa de dim sum aqui em São Paulo, chamada Ping Pong. Quero experimentar, alguém já foi?

o chá vem embrulhado num papel de seda e por cima, ainda tem a embalagem num papel mais grosso com a impressão

o chá vem embalado num papel de seda e por cima, ainda tem uma outra embalagem de papel mais grosso e impresso

o bolo de chá pu’er compressado

o cheiro dele é incrível

arranque um pedaço de uns 3 a 5 g do bolo...

... dechave um pouco e coloque num bule de chá, de preferência desse tipo, de barro de Yixing, próprio para os chás chineses pu’er e oolong

esses bules chineses de barro (eles chamam de argila roxa) absorvem o líquido do chá e ao longo do uso vão deixando o chá ficar cada vez mais gostoso, adquirindo uma característica própria. mas justamente por causa disso também, nunca se deve misturar o tipo de chá no mesmo bule (por exemplo, você deve ter um bule só para os oolongs ou só para os chás brancos, etc.). e nunca lave com detergente, você estaria praticamente "matando" o seu bule, fazendo isso.

adicione água fervente no bule com as folhas do chá

enquanto espero os 4 minutos da infusão, eu escolhi as minhas xícaras. esses bules chineses são bem pequenininhos. então as xícaras também devem ser proporcionais. eu escolhi essas que comprei num bairro de comércio atacadista em Osaka. são chinesas. eu adoro o tamanho delas, são para tomar o chá em um gole ou dois.

passarem-se os minutos e pronto! olha que cor maravilhosa que ele tem. vc pode adicionar água fervente nessas mesmas folhas de chá e tomar várias vezes, até o chá ficar mais clarinho.

Uma dica de armazenamento. Como esse chá é envelhecido, ele dura muito mais do que os chás normais. Mas mesmo assim, é bom tomar alguns cuidados. Ele precisa respirar um pouco, por isso, não guarde-o fechado hermeticamente, é bom deixar na embalagem de papel dele e armazenar num lugar fresco, escuro e arejado. Humidade, calor e cheiro forte por perto são os seus maiores inimigos.

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10.000

novembro 15, 2009 · Deixe um comentário

Atingi 10.000 visitas no blog, eba!

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NEXT no Lobito, Angola

outubro 30, 2009 · 1 Comentário

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Show da banda angolana NEXT no Lobito acontece amanhã, dia 31. O Lobito é uma cidade praiana angolana no município de Benguela.

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Ceviche

outubro 26, 2009 · 4 Comentários

Tá quente né? Não tem coisa melhor do que um prato refrescante como o ceviche num dia assim! Bom, agora a cidade está cheia de restaurantes peruanos e nem é mais tão novidade, esse prato, mas o que é bom dele é que é ultra fácil e rápido de fazer e dá pra inventar várias versões. Outro dia eu vi no Jamie Oliver uma com romã. Parecia bem bom e ainda por cima ficou lindo com a cor de sangue das bagas da fruta salpicadas por cima. Hoje eu fiz uma versão bem manjada, mas só copiei um detalhe da do Jamie, o raíz forte. Como nunca vi raíz forte fresco por aqui (alguém sabe onde tem?), comprei um vidrinho de conserva mesmo. Funciona, mas não vale colocar muito, é bem pouquinho mesmo.

Muita gente acha que ceviche é um prato demorado, que tem que deixar o peixe marinando durante horas. Nada disso. É quase instantâneo, em 2, 3 minutos depois de colocar o suco de limão no peixe, ele já começa a “cozinhar” a frio. Então é assim. Compre um peixe que vc goste, de preferência de carne branca e bem fresco. O ideal é comprar inteiro e cortar os filés, assim na hora de escolher o peixe, vc consegue distinguir melhor se o peixe está bem fresco ou não. Mas se tiver preguiça de cortar os filés como eu hoje, compre os filés já cortados numa peixaria de confiança. O meu peixe escolhido de hoje foi um linguado.

Antes de mais nada, lave bem o limão siciliano e raspe a casca com um zester. Lembra do zeste de limão do post sobre chermoula? Então, reserve o zeste e corte os filés de peixe em tiras finas (+ ou – 5 mm) e coloque-as numa tigela. Esprema o suco do limão siciliano sobre o peixe. Você vai ver que em questão de minutos a textura e a cor do peixe irá mudar. Tempere com sal marinho e misture.

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Enquanto o peixe está marinando e “cozinhnando” com a ação do limão, corte a cebola roxa bem fininha, tem que ficar transparente de tão fina, porque se não fica meio desagradável sentir aquela textura grossa da cebola. A cebola roxa é mais docinha do que a branca, mas quem não gosta de sentir o picante dela, pode deixar as tiras de molho em água fria por uns minutos.

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Agora é só arrumar os peixes no prato, temperar e decorar! Não é mega fácil? Eu decorei o meu ceviche com as cebolas roxas, bastante folha de coentro, um pouquinho de raíz forte, o zeste de limão siciliano, pimenta-do-reino verde e um bom azeite extra virgem.

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Insistindo, não deixe o peixe muito tempo marinando no limão, é bom servir o quanto antes, bem fresquinho mesmo. Ah, e a versão original peruana, leva “leche de tigre” na marinada, que é um caldo de peixe com uns temperos, além do limão, mas fica muito bem assim só com o limão também. Mais fácil também né :)

Uma curiosidade: o chef peruano Gastón Acurio disse uma vez numa palestra que o ceviche tinha origem japonesa. O Perú é um país que, como o Brasil, recebeu muitos imigrantes japoneses e aparentemente o sashimi deu origem ao ceviche de hoje. Talvez o escabeche vindo da Espanha e o sashimi tenham se fundido no Perú e nasceu o ceviche.

esse é o raíz forte em conserva que eu usei. não confundir com o wasabi.

esse é o raíz forte em conserva que eu usei. não confundir com o wasabi.

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Oiticica em chamas

outubro 19, 2009 · 2 Comentários

De todas as análises e reflexões que li sobre a perda de grande parte das obras de Hélio Oiticica por um incêndio na semana passada, essa do Fabio Cypriano da Folha de SP foi para mim a mais, vamos dizer, iluminada… Fez-me pensar no quanto o mercado da arte pode destruir uma obra artística. Talvez os parangolés estavam pedindo para serem queimados, já que estavam mofando dentro de um quarto esperando ser chamado por algum museu para serem pendurados feito fantasma. Talvez aquelas “originais” já estivessem destruídas antes mesmo do incêndio…

“Por mais triste, lamentável e trágica que possa ser, a perda de praticamente todo o acervo do artista Hélio Oiticica representa, finalmente, o fim do fetiche pelo material em suas obras e a libertação de suas ideias.
Oiticica foi um dos mais originais e importantes artistas do século 20. Sua defesa em romper os limites entre arte e vida foi das mais radicais, mas apenas nos últimos 20 anos passou a ter o merecido reconhecimento e repercussão.
Dois momentos fundamentais nesse percurso foram a Documenta, em Kassel (Alemanha), em 1997, que mostrou muitos de seus projetos e obras, e a 27ª Bienal de São Paulo, em 2006, organizada por Lisette Lagnado a partir de conceitos do artista, mas que já nem exibiu objetos do artista, para atestar que suas ideias estavam proliferadas no circuito da arte.
No entanto, enquanto suas ideias ganhavam importância, um certo desvio de suas propostas também crescia. Oiticica queria que os Parangolés, um de seus mais importantes conceitos, que tinham nas capas uma de suas materializações, fossem usados por todos.
No entanto, o fetiche pelo original -que em seu caso é o menos importante, acabou dominando e em muitas mostras essas capas eram vistas penduradas como tristes espectros de algo muito mais vital.
Do ponto de vista do mercado, algo semelhante ocorria. As obras passaram a subir de preço exponencialmente, enquanto para o artista, durante sua vida, isso não era o fundamental, e seu trabalho passou a ser engessado naquilo que justamente ele criticava: o objetual.
Claro que é inacreditável que tudo tenha se esvaído dessa forma, até porque é a segunda vez que um incêndio destrói um acervo importante no Rio: foi assim que grande parte da coleção do Museu de Arte Moderna do Rio foi perdida, em 1978.
Claro que é lamentável que o precioso acervo de Oiticica não estivesse preservado da forma como merecia, numa instituição, mesmo que já existisse o Centro de Arte Hélio Oiticica, criado pela Prefeitura do Rio, palco de recentes polêmicas.
Durante um bom tempo, parte do que se queimou esteve lá armazenado e poderia estar a salvo. Mas isso faz parte da precariedade institucional que é típica no Brasil e das dificuldades que envolvem herdeiros em casos do tipo.
Recentemente, o Ministério da Cultura havia iniciado contatos para a criação de um museu Hélio Oiticica. Mas, essa institucionalização, se por um lado seria fundamental para preservar sua memória, poderia representar um risco ao institucionalizar sua obra, algo sempre contestado pelo artista.
Em Porto Alegre, artistas que participam da 7ª Bienal do Mercosul lamentavam ontem a perda desse acervo, mas também comentavam que parecia ser uma estranha vingança pelo tratamento que sua obra vinha ganhando.
Agora, se já não há mais original, então todos podem criar seu Parangolé. Felizmente, grande parte de seu acervo foi digitalizado e encontra-se disponível no site do Itaú Cultural, num dos mais importantes projetos de memória da arte brasileira. Os originais -e são milhares deles, pois tudo o que Oiticica pensava era obsessivamente descrito em seus cadernos- podem estar queimados, mas conseguiram sobreviver na internet, onde todos podem ter acesso, como o artista queria que fosse sua obra.” (Fabio Cypriano | Folha de São Paulo)

parangolé morto (ou só a sua casca)

parangolé morto (ou só a sua casca)

parangolé vivo

parangolé vivo

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Luanda em Bordeaux

outubro 15, 2009 · 2 Comentários

Fazer uma ida e volta SP -> Bordeaux em 4 dias realmente foi meio intenso. E ainda na volta, fui direto do aeroporto ao aniversário de um amigo… só no dia seguinte é que a maratona acabou. Mas em compensação o corpinho também se acabou… Então já que não tenho mais cérebro pra escrever, aqui vai a minha viagem só em imagens. (Talvez amanhã eu resolva colocar umas legendas…)

Para saber melhor sobre o evento, entrem aqui. A exposição está incrível mesmo e a programação angolana do dia 10/10 com o teatro, conferência, gastronomia e música, foi tudo muito bom :)

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