Arquivo da categoria: arquitetura

Bordeaux

Cheguei hoje em Bordeaux para a inauguração do EVENTO BORDEAUX 2009, mais precisamente para acompanhar a LUANDA, SMOOTH AND RAVE, um projeto angolando dentro do evento bordalês. Acompanhem neste blog que estou montando junto com a Claudia Veiga, o desenrolar da exposição + eventos culturais (teatro, dança, conferência, gastronomia, música).

Que cidade linda. Ela foi totalmente restaurada recentemente e passou por uma reurbanização muito bem feita. Estou passada porque a bateria da minha camera chegou sem carga, não consegui fazer nenhuma foto hoje… Amanhã preciso sem falta comprar o adaptador do meu carregador… Depois que conseguir fazer isso, vou encher aqui de fotos.

A exposição está incrível. É arte contemporânea angolana dentro do Grand Théâtre, que tem uma arquitetura neo-clássica do século 18, toda restaurada, cheia de dourados e retratos e esculturas. O contraste entre dois universos. Principalmente quando se sabe que a cidade de Bordeaux se enriqueceu do açúcar da época da escravatura, as obras que estão na exposição se tornam ainda mais releveantes, notadamente as mais polêmicas como as do Nástio Mosquito.

Agora já é quase uma da manhã, cheguei hoje depois de 12 horas de vôo sem conseguir dormir, então, vou me aprofundar mais sobre esses assuntos (que super merecem) numa outra altura. Amanhã tem mais! Amanhã é a inauguração do próprio EVENTO 2009 e sábado é o nosso dia.

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Trienal de Luanda & Trienal de Arquitectura de Lisboa

obra do Fernando Alvim que fica na entrada do escritório da FSD. gosto muito dela.

Fernando Alvim

Bom, já faz uma semana que voltei de Luanda. Está na hora de escrever um pouco sobre o que vivi lá né. Slow-blogging também tem limite, rs. É assim, pra quem não sabe, faz um ano que eu trabalho com arte contemporânea africana, mais precisamente com a Fundação Sindika Dokolo, situada em Luanda, Angola. Eu coordeno alguns projetos e o escritório da Fundação aqui em São Paulo. A FSD é baseada numa coleção africana de arte contemporânea e é idealizadora e produtora da Trienal de Luanda entre outros eventos de cultura contemporânea na África e no mundo.

Passei um mês em Luanda na sede da Fundação para trabalhar nos projetos da II Trienal de Luanda 2010. Cheguei lá no dia 26 de maio de manhã bem cedo, às 4 horas da manhã.

entrada do escritório que fica no prédio do Hotel Globo

entrada do escritório que fica no prédio do Hotel Globo

Já naquela tarde, depois de dar uma descansada, fui ao  escritório novo da FSD.  Estava programado para acontecer a conferência de imprensa anunciando a II Trienal de Luanda 2010 (daqui pra frente, chamada de II TL). Que ótimo, junto com os jornalistas, eu também vou poder me inteirar melhor, já no primeiro dia.

escritório da Fundação Sindika Dokolo em Luanda, pouco antes da conferência de imprensa

escritório da Fundação Sindika Dokolo em Luanda, pouco antes da conferência de imprensa

Conferência de imprensa anunciando a II Trienal de Luanda 2010

Conferência de imprensa anunciando a II Trienal de Luanda 2010

Marita Silva, diretora da FSD, e Carlos Antunes, arquiteto angolano falando sobre sua participação na II TL

Marita Silva, diretora da FSD, e Carlos Antunes, arquiteto angolano falando sobre sua participação na II TL

depois da conferência, algumas jornalistas ficaram para conversar melhor sobre a II TL.

depois da conferência, algumas jornalistas ficaram para conversar melhor sobre a II TL.

Depois desse evento, o próximo significativo foi, depois de uns dias, a visita do pessoal da Trienal de Arquitetura de Lisboa. José Mateus e Delfim Sardo chegaram antes e um dia depois, o João Luis Carrilho da Graça. José Mateus é arquiteto e diretor da Trienal de Arquitetura de Lisboa. Foi ele o idealizador e conceptor do evento.

José Mateus

José Mateus

Ele dirige o seu ateliê de arquitetura ARX junto com o irmão, Nuno Mateus. Além da sua prática como arquiteto no ateliê com vários prêmios conquistados, leciona, profere palestras em diversos países, é coordenador e autor de uma revista de arquitetura e integra diversos júris de prêmios de arquitetura no mundo, inclusive na Bienal de Arquitetura de São Paulo de 2003.

Dono de uma fala calma e clara, é um apaixonado pelos filhos, pela filha caçula (a Trienal), pelo trabalho e pela gastronomia, em especial a japonesa. A cada refeição em que dividíamos a mesa, ele me falava de uma receita que gostava de fazer.

site do ateliê do José Mateus, ARX

site do ateliê do José Mateus, ARX _ http://www.arx.pt/index.php com incríveis projetos residenciais

Casa do Romeirão premiada com primeiro lugar do Prêmio Muncipal de Arquitetura de Mafra, na categoria de “Edifícios Novos”.

projeto premiado da ARX _ Casa do Romeirão, primeiro lugar do Prêmio Muncipal de Arquitetura de Mafra, na categoria de “Edifícios Novos”. (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

Delfim Sardo é o curador da próxima Trienal de Arquitetura de Lisboa, também em 2010 como a Trienal de Luanda. Inclusive, as duas trienais nasceram no mesmo ano, 2007 e as duas são TL, só confirmando as conexões intrínsecas entre elas. Sardo estudou filosofia na Universidade de Coimbra e se dedica à curadoria e aos ensaios sobre arte contemporânea.

Também muito calmo mas estampando um gentil sorriso no rosto, mostrava o entusiasmo que sentia em estar em Luanda e em contato com a nossa trienal. O ensaísta e curador, que também é docente universitário, diz que tem um especial interesse pela relação entre a arquitetura e a arte, a arte e o espaço.

“Pessoalmente tenho muito interesse na arquitectura, na espacialidade, nos campos activos no desenvolvimento das artes. Nos últimos anos, o espaço e o corpo são a grande matéria da arte” (http://forum.jokerartgallery.com/index.php?topic=335.msg647#msg647)

Delfim Sardo

Delfim Sardo

Nosso primeiro contato foi na casa do Fernando Alvim, numa noite regada a vinhos e conversas informais porém, bem construtivas, no sentido de troca de experiências entre as duas trienais e até mesmo sobre os projetos de colaboração para 2010. No dia seguinte no escritório, houve a apresentação formal e mais detalhada das duas trienais, com a participação de todos da FSD.

assistindo à apresentação da Trienal de Arquitectura de Lisboa

assistindo à apresentação da Trienal de Arquitectura de Lisboa

assistindo à apresentação da Trienal de Arquitectura de Lisboa

FSD

Nesse fim do dia, chegou em Luanda o João Luís Carrilho da Graça, arquiteto português de grande destaque e curador do projeto específico sobre Luanda para a 2ª Trienal de Arquitetura de Lisboa. Além de arquiteto, Carrilho da Graça dirige os departamentos de arquitetura de duas universidades em Portugal.

Encontrei uma ótima entrevista com ele de 2004 em que o entrevistador é o José Mateus e é sobre a casa que Carilho da Graça projetou de Julião Sarmento, artista português cujos trabalhos foram objeto de ensaios de autoria do Delfim Sardo.

Vale a pena visitar o site e conhecer os trabalhos daquele que é tido como o arquiteto referência de Lisboa pelo próprio José Mateus. Admirei em especial a Escola Alemã de Lisboa e a Escola Superior de Música de Lisboa. Muito interessante também o Centro de Controle Operacional de Brisa, com a sua fachada toda coberta de painéis solares.

Escola Alemã de Lisboa

Escola Alemã de Lisboa (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

Escola Alemã de Lisboa

Escola Alemã de Lisboa (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

interior da Escola Alemã de Lisboa

interior da Escola Alemã de Lisboa (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

Escola Superior de Música de Lisboa

Escola Superior de Música de Lisboa (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

Escola Superior de Música de Lisboa

Escola Superior de Música de Lisboa (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

interior da Escola Superior de Música de Lisboa

interior da Escola Superior de Música de Lisboa (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

interior da Escola Superior de Música de Lisboa

interior da Escola Superior de Música de Lisboa (fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura)

Um doce de pessoa, João Luís Carrilho da Graça concedeu uma entevista para a revista “A Vida” do jornal angolano “O País” que resultuou numa ótima matéria sobre o projeto de colaboração entre as duas trienais, sua trajetória e sua visão sobre arquitetura.

Essas três grandes personalidades demonstraram enorme interesse pela Trienal de Luanda e pela cidade. Passamos um dia inteiro percorrendo a cidade de carro, visitando as arquiteturas e conhecendo melhor a cidade. Para mim, que só conhecia a baixa de Luanda, foi incrível também poder fazer esse tour logo no começo da minha estadia.

primeira parada do tour. esse lugar é inacreditável! um antigo cinema a céu aberto, agora desativado. tem uma atmosfera impressionante. Fernando Alvim diz que assistia grandes filmes aqui, com um fundo de céu estrelado... fiquei só imaginando qual incrível devia ser.

primeira parada do tour. esse lugar é inacreditável! um antigo cinema a céu aberto, agora desativado. tem uma atmosfera impressionante. Fernando Alvim diz que assistia a grandes filmes aqui, com um fundo de céu estrelado... fiquei só imaginando quão incrível devia ser.

a cidade de Luanda

a cidade de Luanda

tour pela cidade de Luanda

tour pela cidade de Luanda

o famoso prédio livro, um prédio residencial com esse nome por causa do formato

o famoso prédio livro, um prédio residencial com esse nome por causa do formato

pausa para o almoço na Ilha de Luanda

pausa para o almoço na Ilha de Luanda

o trio da Trienal de Arquitectura de Lisboa

o trio da Trienal de Arquitectura de Lisboa

na Ilha de Luanda

Delfim Sardo e a Ilha de Luanda

no final do dia, o trio da Trienal de Arquitectura de Lisboa participou do programa de rádio Zwela produzido pela FSD e que acontece semanalmente aos domingos. foi uma ótima entrevista!

no final do dia, o trio da Trienal de Arquitectura de Lisboa participou do programa de rádio Zwela produzido pela FSD, apresentado pelo Jomo Fortunato e que acontece semanalmente aos domingos. foi uma ótima entrevista!

mais conversas regadas a vinho e com apresentação da música do NEXT com direito a incrível voz da Angela Mingas

noite de despedida na casa do Fernando Alvim, mais conversas regadas a vinho e com apresentação da música do NEXT com direito a incrível voz de Angela Mingas

... José Mateus, Carlos Antunes e Marita Silva...

José Mateus, Carlos Antunes e Marita Silva

... terminando a noite na beira do mar.

... terminando a noite na beira do mar.

O entusiasmo de todos, das duas trienais, rendeu muitos frutos, de enorme valor. Valor humano, cultural, social e acima de tudo, afetivo. Esqueci de dizer que o conceito, ou melhor, a base da próxima Trienal de Luanda é “Geografias Emocionais – Arte e Afectos”. O que começou como um primeio encontro entre as duas trienais, acabou se tornando um grande laço de amizade e colaboração. Para mim, foi um enorme privilégio ter participado dessa conexão, que viria a ser a primeira de outras a seguir.

Acho que o que realmente me fascina nas viagens é, acima de tudo, penetrar nos diferentes mundos das tão diversas pessoas. É por isso que eu amo tanto viajar. Claro, as cidades, os lugares, os cheiros e as comidas também me hipnotizam, mas o que me comove tanto mais são as tão diferentes e fascinantes pessoas e seus universos.

Ainda vou falar mais sobre a Trienal de Luanda, mas por hoje, quis destacar essa  primeira troca entre as duas cidades baseada no afeto que presenciei.

A arquitetura da dissolução

O internacionalmente aclamado arquiteto japonês Kengo Kuma nasceu em Yokohama em 1954.

Kuma iniciou sua carreira independente com seu Estúdio de Design Espacial em 1987. Em 1990, fundou a atual Kengo Kuma & Associates que conta hoje com uma equipe de 75 profissionais em um escritório em Tokyo e outro em Paris.

É Mestre em Arquitetura pela Universidade de Tokyo (1979) e entre 1985 e 1986 foi pesquisador convidado pela Universidade Columbia e do Conselho de Cultura Asiática. Atualmente é professor da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Keio em Tokyo.

Kengo Kuma despontou como um dos mais significativos representantes da arquitetura japonesa da era pós-bolha econômica a partir dos meados dos anos 1990. Embora visivelmente contemporânea, sua arquitetura se baseia nos princípios da arquitetura tradicional japonesa. Destacamos como características a simplicidade volumétrica, a interpenetração dos espaços, composições estruturadas em linhas verticais e horizontais e, acima de tudo, a completa integração da construção dentro de seu meio ambiente. Ele se recusa a criar um “objeto arquitetônico” destacado do contexto. Em última análise, sua meta é a desmaterialização ou a dissolução da arquitetura. Nas palavras do próprio arquiteto, ele “gostaria de apagar a arquitetura”.

Lotus House

Lotus House

Em adição à arquitetura tradicional japonesa, suas influências incluem arquitetos modernistas do século XX como Mies van der Rohe e Frank Lloyd Wright. Este último que, por sua vez, amava profundamente a arte e a cultura japonesas e também recebeu certa influência da arquitetura tradicional daquele país.

Com a supressão da forma, o significado da materialidade toma uma importância suprema no trabalho de Kuma. Em contraste com os arquitetos japoneses de uma geração acima da dele como Tadao Ando, que fazem grande uso do concreto e do aço, Kengo Kuma prefere usar materiais como a madeira, a pedra, o bambu, o plástico e o papel.

The Plastic House - uma casa feita de plástico

The Plastic House - uma casa feita de plástico

Uma das mais sublimes características de seu trabalho está na maneira como transforma o material e a relação deste com a luz. Ao usar, por exemplo, a pedra ou a madeira como pequenas porém infinitamente repetitivas partículas, Kengo Kuma atinge o seu objetivo da dissolução do objeto. Com isso, consegue em sua arquitetura um efeito de transparência, quase que flutuando naquele ambiente. Kuma prefere usar o material de forma não usual, cortando-o, refilando-o, afinando-o, para depois multiplicar-lo infinitamente qual um mantra entoado no espaço. Com isso, cria-se uma nova textura daquele material, quase contraditória (como perceber um material como a pedra de maneira tão transparente, leve?). Nasce, daí, uma relação da luz com essa nova materialidade, relação essa que talvez seja até mesmo mais importante do que a própria construção em si, na concepção deste arquiteto. A arquitetura de Kengo Kuma quer transcender o mero objeto da construção, criando um lugar, um ambiente, uma nova maneira de se situar. É assim que ele faz a sua crítica à arquitetura impositiva da era da bolha econômica dos anos 80 e começo dos 90, que queria “auto-existir” sem qualquer consideração com o que a cerca.

Hiroshige Museum

Hiroshige Museum

É inevitável a associação do trabalho deste arquiteto com o Zen, uma filosofia que originou na China, mas que, desde que chegou no Japão no século VI contida na religião budista, ficou profundamente enraizada na cultura e na vida dos japoneses, mesmo que separada da própria religião. Mas é preciso ter cautela com a análise, pois as aparentes quietude e serenidade não são o que conduz a essa associação, pois estas são apenas a consequência manifesta do verdadeiro significado do Zen, a saber, “enxergar a essência de todas as coisas”.

The Great Bamboo Wall - uma casa de campo construída perto da Grande Muralha da China

The Great Bamboo Wall - uma casa de campo construída perto da Grande Muralha da China

Kengo Kuma pensa que a arquitetura de hoje se tornou demasiadamente “globalizada”, resultando numa pasteurização da mesma. Como reflexo e crítica desse pensamento, ele faz grande uso de material autóctone. Esta é a sua maneira de fazer uma arquitetura que se misture com o local em questão. Para ele, tão importante quanto o trabalho feito na prancheta é a pesquisa dos materiais orgânicos e inorgânicos que compõem o local. Mais uma vez, ele sempre encontra meios inovadores de utilização desses materiais, conseguindo assim unir o tradicionalmente local com o contemporâneo. Sabedoria artesanal ancestral da construção japonesa com a tecnologia do século XXI.

Chokkura Hiroba - construção feita com pedras autóctones

Chokkura Hiroba - construção feita com pedras autóctones

Além de sua frenética atividade a frente de seu estúdio de arquitetura, a Kengo Kuma & Associates, Kuma se dedica também às atividades de escritor. É autor de diversos livros sobre a teoria e a filosofia de sua arquitetura, dentre eles o famoso “Makeru Kenchiku”. A tradução deste título seria algo como “A Arquitetura do Ceder”.  Este é o grande pilar de seu pensamento. “Makeru”, ceder. Ceder à natureza. Ceder ao meio-ambiente. Ceder à sociedade que vai acolher aquela construção. Ceder à pessoa que vai habitar aquela arquitetura. Ceder às limitações encontradas no caminho. Kengo Kuma diz que jamais conseguiria fazer um trabalho que não tivesse nenhuma limitação, seja ela de natureza financeira, material, ou geográfica, pois na limitação é que ele encontra a criatividade e consequentemente a sua originalidade.

“Makeru Kenchiku”

“Makeru Kenchiku”

Kengo Kuma participou de inúmeras exposições coletivas e individuais. Dentre elas, podemos destacar a sua recente participação da exposição TOKYO FIBER ‘09 SENSEWARE que reúne profissionais de diversas áreas que trabalharam com materiais tecnológicos usando a fibra ótica. Kengo Kuma apresentou um pavilhão na Trienal de Milão construído com blocos de concreto translúcido que transpassa luz. (“This pavilion is built with blocks made of translucent concrete produced by Luccon manufactured embedding layers of optic fiber meshes.The shape of this cake-slice cut blocks has the aim to increase the surface of the interior face so that the light received by the exterior face is expanded by 1.8 times when brought towards the inside. The piled up blocks appears as a three-dimensional pattern bathed with light and images.” )

concreto translúcido

concreto translúcido

Alguns videos de conferências e entrevistas com Kengo Kuma:





E por último, esse trabalho dele que acho excepcional. É uma casa especialmente feita para a cerimônia do chá japonesa. O estilo e o material são inovadores, mas este tipo de construção para a cerimônia do chá é tradicional no Japão, é chamado de tchashitsu e tem suas próprias regras de construção, como a altura da janela mais baixa, entrada pequena, etc. Em geral é construído dentro de um jardim japonês.

Tea House

Tea House

interior da Tea House

interior da Tea House