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Três limões

A feira de orgânicos do Parque da Água Branca, que está cada vez melhor em variedades de verduras, legumes e frutas, sempre me reserva umas surpresinhas. Hoje foram os limões. Encontrei 3 tipos diferentes. O siciliano, o tahiti e a lima-da-pérsia. Na verdade, nunca sei se a lima-da-pérsia é uma espécie de limão ou de laranja, mas em todo caso, é uma fruta cítrica.

da esquerda para a direita, limão tahiti, lima-da-pérsia e limão siciliano

E ainda tinha o limão-cravo, que dessa vez não comprei. Limões fazem maravilhas na cozinha, tanto nos pratos doces quanto nos salgados, e também na limpeza! É um desinfectante e bactericida natural.

Já peguei o limão siciliano mais maduro que tinha e pensei no que poderia fazer para o almoço e lembrei desse spaghetti ao limão que tinha guardado no meu Pinterest. Coisa mais fácil do mundo. É só refogar o alho, cortar as folhas de manjericão, juntar todos os ingredientes e jogar o spaghetti cozido al dente na mistura.

Os ingredientes para 1 pessoa são: 100g de spaghetti, suco de meio limão siciliano, 1 dente de alho picado, uma boa quantidade de folhas de manjericão, uma boa quantidade de parmesão ralado na hora, azeite de oliva extravirgem q. b., sal e pimenta do reino.

E claro, acertar o tempero com sal e pimenta-do-reino moída na hora.

Adorei! Perfeito para um dia quente como esse. Como eu usei apenas meio limão, com a outra metade, fiz um drink refrescante que virou minha mania do verão; um pouquinho de crème de cassis (licor de cassis) com água mineral com gás e muito gelo. Dessa vez adicionei o suco de meio limão siciliano e ficou ainda mais refrescante 🙂

 

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Bolo de Kabotcha & Pistache com Maple

Eu estava com vontade de bolo. Isso acontece muito comigo. Daí tinha sobrado pistache das comidinhas que tinha feito no meu aniversário e tinha comprado meia abóbora kabotcha, que para mim sozinha é muita coisa. Resolvi testar a combinação desses dois ingredientes num bolo. No meio do caminho, pensei no maple syrup, que poderia aprofundar o sabor de tudo isso.

Bom, resolvi resgatar como base, a receita de um bolo que faço desde a minha adolescência, de banana. A adaptação deu nisso aqui.

Ingredientes

  1. Farinha de trigo branca orgânica | 180g
  2. Açúcar cristal orgânico | 65g
  3. Açúcar mascavo orgânico | 65g
  4. Manteiga | 180g
  5. Ovos orgânicos inteiros | 3
  6. Pistache sem casca e sem sal | 30g
  7. Abóbora kabotcha | 1/4
  8. Fermento químico | 1/4 de colher de chá
  9. Maple Syrup | 2 colheres de sopa (eu usei essa quantidade, mas poderia ser mais)

Pré-preparo

  1. Pré-aqueça o forno a 180 graus C.
  2. Unte uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilhe com farinha.
  3. Deixe a manteiga e os ovos em temperatura ambiente.

Preparo

1. Tire a casca da abóbora kabotcha, corte em fatias e cozinhe a vapor sem nenhum tempero até que fique macia. Amasse com um garfo.

2. Toste o pistache no forno a 160 graus C durante 10 minutos. Eu tostei durante 20 minutos e achei que ficou um pouco tostado demais. Pique o pistache grosseiramente com a faca.


3. Numa tigela grande, mexa a manteiga com um fouet até ficar cremosa. Adicione os dois tipos de açúcar e misture bem.

4. Bata os ovos e adicione bem aos poucos à massa e vá misturando bem a cada adição. Precisa tomar cuidado aqui, se colocar muito ovo de uma vez, a massa pode separar. É bem aos poucos mesmo. Se, durante essa operação, a massa separar (talhar), adicione um pouco de farinha e misture bem. Pode ser a salvação.

5. No final da operação 4, a massa deve ficar assim, com essa textura:

6. Adicione a farinha e o fermento peneirado, troque o fouet por uma espátula e misture bem mas delicadamente de baixo para cima, até a farinha incorporar bem na massa.

7. Adicione o pistache e a abóbora kabotcha amassada e misture um pouco mais, delicadamente. A abóbora não precisa ficar totalmente misturada de forma homogênea na massa. O legal é deixar pedaços de purê de abóbora aqui e ali na massa.

8. Coloque a massa na forma e regue com o maple syrup.

9. Asse no forno pré-aquecido durante 50 minutos. Retire o bolo da forma e deixe esfriar completamente em cima de uma grelha.

10. Et voilà, agora é só servir. Desfrutar o bolo no mesmo dia é o melhor, porque a crosta está bem crocante e dentro, fresquinho. Mas no dia seguinte, o bolo adquire outras características, que não são nada mal também. Perde a crosta crocante, mas fica mais úmido e o sabor parece que fica mais amanteigado.

Resultado, adorei a combinação kabotcha & pistache! Coisas que mudarei na próxima produção dessa receita;

  1. Usar o pistache cru, sem tostar. Talvez o seu sabor fique mais em evidência.
  2. Aumentar a quantidade de kabotcha (um pouco).
  3. Aumentar a quantidade de maple syrup. Ficou quase imperceptível…

Se meu amigo que odeia abóbora de todos os jeitos gostou do bolo, acho que foi bem sucedido. 🙂

Penso em fazer uma outra versão, sem o pistache, com gergelim preto forrando a parte de cima do bolo. A combinação kabotcha e gergelim preto é clássica e ótima!

Vichyssoise de Bacalhau

Resolvi testar uma receita, é tipo uma vichyssoise de bacalhau. Primeiro, refoguei alho poró, cebolinha e alho numa quantidade generosa de azeite de oliva extravirgem. Depois acrescentei as batatas e refoguei um pouco mais. Em seguida, o bacalhau dessalgado é acrescentado na panela e refoguei um pouco mais. Acrescentei água e deixei ferver. Para ser mais correto, deveria ser um caldo de frango, no lugar da água, mas eu não quis usar frango e achei que a quantidade de alho poró e cebolinha que estava usando já iria dar um sabor bom e ainda por cima o bacalhau também ajuda muito, então, achei que tudo bem. Diminuí o fogo e cozinhei até as batatas ficarem macias.

Desliguei o fogo e acrescentei o creme de leite fresco.

Misturei o todo e deixei um pouco de lado para esfriar um pouco.

Em seguida bati tudo no liquidificador, em duas vezes, temperando com sal e pimenta do reino e acrescentando um pouco de azeite trufado para o aroma.

O certo seria coar para ficar com uma textura sedosa, mas eu pulei essa etapa 😉 Deixei esfriar na geladeira e depois servi a sopa gelada num copinho. Pode decorar com uma folha de salsinha ou ovas de peixe.

Levei numa reuniãozinha lá na casa da minha irmã e a sopa foi super aprovada pela opinião pública 🙂

Aglomerado de side dishes

Minha alimentação normal do dia-a-dia gira em torno de vegetais, grãos, castanhas, ovos e laticínios (nessa ordem). Muito, muito, muito de vez em quando entra um peixe ou algum outro fruto do mar. Nada de mamíferos e está difícil de lembrar a última vez que comi alguma ave.

Meu almoço de hoje.

Para fazer essas Batatas Assadas com Alecrim e Pecorino, recomendo que se branqueie primeiro as batatas cortadas com a casca, durante 3 minutos. Branquear é o ato de cozinhar algum legume na água fervente por pouco tempo. No caso das batatas, nunca coloque-as em água fria após o cozimento rápido no intuito de interromper o cozimento e/ou preservar as cores, como se faz com outros legumes. O fato de branquear as batatas deixa-as mais crocantes depois de assá-las no forno. Feito isso, coloque as batatas numa travessa, salpique com alecrim, sal grosso, pimenta-do-reino e regue com uma boa quantidade de azeite de oliva extravirgem. A travessa vai ao forno pré-aquecido na temperatura máxima até que as batatas fiquem douradas e crocantes por fora e macias por dentro. Finalize ralando o queijo pecorino por cima das batatas ainda bem quentes.

O pecorino é um queijo italiano de leite de ovelha, muito gostoso. Ele é bem salgado, por isso, não exagere na quantidade e pegue leve no sal da batata. O aroma desse prato simples mas irresistível é indescritível, um misto de alecrim com o pecorino derretendo, mmmmmm!

Vamos ao próximo prato. Este é o Navet com Gengibre e Salsinha, igualmente ultra fácil de fazer. O navet é o nabo francês ou kokabu, como muitos produtores de orgânicos chamam. É um pequeno nabo redondo, com sabor e aroma bem característicos. Eu adoro. Descasque os navets, corte-os em cubos e refogue com gengibre, louro e azeite de oliva extravirgem. Eu gosto de cozinhar os legumes nessas panelas de ferro fundido esmaltado fundo com tampa. Você não precisa adicionar uma gota de água, pois os legumes cozinham com o seu próprio “suor” que sai durante o cozimento. Acerte o sal e a pimenta-do-reino e finalize com salsinha picada.

O próximo prato é a Salada de Pepino com Quinoa e Ovos Cozidos. Eu tento sempre comer um pepino por dia. É bom pra pele! Contem sílica, um nutriente que estimula a capacidade da pele se ligar à água e tem uma influência positiva no seu metabolismo. A quinoa é um super alimento completo que contem proteína, vitaminas e minerais importantes. O ovo também é um super alimento, pois é uma vida de um animal inteiro em potencial. Por isso mesmo, não se deve exagerar na quantidade.

Estou gostando de temperar minhas saladas com esse African Fusion da linha Smart Spices. É uma mistura de sal, semente de coentro, alho, pimenta vermelha, feno-grego, pimenta-do-reino, cominho e mostarda amarela. A linha tem vários outros tipos de tempero, como por exemplo o Asian Fusion ou o Sal Cítrico. O que não pode faltar na minha salada também é o azeite de oliva extravirgem.

E assim foi meu almoço de hoje, que está mais para um aglomerado de side dishes, como acabam sendo muitas das minhas refeições, porque não tem uma proteína principal. O da direita no canto inferior é uma espécie de ratatouille de forno, a sobra do jantar de ontem :p.

Bolo de Milho & Alecrim Orgânico

Pela primeira vez na vida eu usei farinha de milho (ou fubá) para fazer um doce. Simplesmente não fazia parte da minha cultura pessoal. Mas tudo tem a sua primeira vez! E amei o meu bolo de milho e alecrim!

Eu não curto muito aquele bolo de fubá tradicional com erva-doce. Acho muito seco, não sei… mas esse não tem nada a ver. Quer a receita?

Bolo de Milho & Alecrim Orgânico da Sachi

Ingredientes

  1. manteiga sem sal (amolecida à temperatura ambiente) | 110g
  2. açúcar cristal orgânico | 140g
  3. farinha de milho orgânica | 170g
  4. farinha de trigo branca orgânica | 90g
  5. fermento em pó | 3g
  6. sal marinho | 1/2 colher de chá
  7. ovos inteiros | 2
  8. gema de ovo | 1
  9. yogurte orgânico e natural | 160ml
  10. folhas de alecrim desidratadas | 1 colher de sopa

Modo de fazer

  1. Pré-aqueça o forno a 170 graus. Unte uma fôrma redonda de 20 cm de diâmetro.
  2. Coloque a manteiga num bowl grande e bata com um batedor elétrico até ficar macio. Adicione o açúcar e bata mais até a mistura ficar homogênea e esbranquiçada.
  3. Adicione os ovos batidos aos poucos e continue batendo.
  4. Adicione a farinha de milho e continue batendo.
  5. Adicione o yogurte e continue batendo.
  6. Adicone a farinha de trigo e o fermento peneirados e troque o mixer pelo fouet ou pela espátula de silicone. Misture o todo com delicadeza até que a mistura fique homogênea.
  7. Adicione o alecrim e misture.
  8. Coloque a massa na forma e asse durante 40 minutos.
  9. Deixe esfriar e sirva com creme de leite fresco batido e frutas vermelhas no chá da tarde ou sem nada no café da manhã.

Geralmente não gosto muito de usar fôrmas com esses formatos complicados, prefiro os mais simples, mas dessa vez, me lembrei que tinha essa fôrma de silicone, que é bem prática e usei. Para bolos simples como esse, fica bom, pra variar um pouco 🙂

Tsatsiki

Essa coisa com uma cor bem bonita acima se chama Tsatsiki. É um prato turco. Fiz quando eu estava com muita pressa e tinha que comer algo rápido e sair. É muito prático, leve, e muito bom!

É só ralar um pepino japonês, de preferência orgânico, semi descascado (eu faço umas tiras com o descascador e deixo algumas faixas de pele) e com as sementes retiradas (faça um corte no meio do pepino no sentido longitudinal e retire com uma colher as sementes). Adicione um pouco de sal no pepino ralado para ele soltar água. Esprema e retire o líquido. Adicione meio dente de alho ralado ou esmagado, pimenta do reino moída na hora a gosto e vá adicionando o yogurt integral natural sem sabor e sem açúcar até atingir a consistência desejada. Agora adicione uma boa quantidade de um azeite extra virgem de qualidade e pronto! Se o seu yogurt é daqueles de fazenda e são mais pedaçudos e com um soro, como o meu, vale a pena deixá-lo coando por uns 10 minutos para retirar o líquido antes de usá-lo no Tsatsiki.

É só isso! Fica delicioso com qualquer tipo de pão. Mas também pode servir como molho para diversos pratos e também como uma salada.

Você pode fazer o Tsatsiki adicionando algumas ervas como dill, hortelã ou salsinha. Também existem versões com suco de limão ou vinagre. Acho que o certo é fazer com yogurt grego, mas qualquer yogurt natural sem açúcar e sem sabor adicional dá conta do recado.

bolo de yogurt

Desde ontem que eu estou com uma vontade louca de comer um bolo de yogurt!! Feito em casa, claro. Mas sem poder fazer um porque não conseguia largar o trabalho.

Consegui um tempinho e ele acabou de sair do forno. Mmmmmm!

A receita não é minha, é de um site japonês.

Ingredientes

  1. 2 ovos
  2. 80 gr açúcar (eu usei o biodinâmico cristal Native)
  3. 50 gr óleo vegetal
  4. 15 gr Cointreau
  5. 100 gr yogurt integral natural sem açúcar (eu usei o orgânico Nata da Serra)
  6. 120 gr farinha de trigo (eu usei um integral orgânico)
  7. 3 gr fermento em pó

Pré-preparo

  1. Deixe os ovos e o yogurt em temperatura ambiente
  2. Aqueça o forno a 170ºC
  3. Misture a farinha com o fermento
  4. Unte uma forma pequena com manteiga e farinha

Modo de fazer

  1. Bata os ovos com o açúcar com um mixer em banho maria de 60ºC até ficar esbranquiçado e bem consistente
  2. Com um fouet, deixe a textura da massa ficar uniforme
  3. Acrescente aos poucos o óleo, o Cointreau e o yogurt e misture bem com o fouet
  4. Acrescente a mistura da farinha peneirando por cima da massa
  5. Misture tudo cuidadosamente até que a massa fique lisa e uniforme (eu prefiro fazer essa parte com uma espátula para não achatar a consistência)
  6. Coloque a massa na forma untada e asse durante 40 minutos (ou até que fique dourado) a 170ºC

Agora vou lá comer! 😀