Pecan Pesto

Ontem eu dei uma escapada pro campo. Só são 45 minutos de carro da cidade, mas é um lugar mágico. Sempre volto de lá com uma existência renovada.

Além da existência nova, eu sempre volto com algumas coisas maravilhosas da horta. Obrigada D. Edna! Dessa vez foi manjericão, alecrim, erva doce, tomilho, repolho e alface. O manjericão estava tão incrível que eu trouxe bastante, mas estraga tão rápido uma vez que o tiramos da terra… então resolvi logo fazer um pesto hoje.

Não tinha pinole em casa, então resolvi fazer com essas nozes pecan que tinha. Geralmente eu sempre tenho amêndoas e muitas vezes noz pecan na geladeira. São uma ótima fonte de proteína para mim que não como carne e também de vitaminas e minerais. Elas também são alimentos anti-oxidantes, ou seja, são rejuvenecedoras! Gosto de torrá-las levemente no forno, picar e acrescentar no arroz, na salada, ou até mesmo comer só elas, como snack.

Voltando ao pesto, ele é um molho italiano, como todo mundo deve saber, originalmente feito com folhas de manjericão amassadas com pinoles, alho, parmesão e muito azeite extra virgem. Não é o molho mais leve do mundo, só consigo comer uma vez a cada muito tempo, mas é muito bom. O pinole aqui no Brasil é muito caro, então muita gente substitui pela noz comum, mas eu gosto muito mais da pecan. O sabor do pinole é incomparável, mas dá pra fazer algumas variações. Eu faço também uma versão com pistache e esse é com rúcula no lugar do manjericão. A palavra pesto significa “amassar”. O molho vem da cidade de Gênova (pesto alla genovese), na região de Ligúria, norte da Itália.

Uma vez eu vi uma receita de spaghetti com molho pesto e batata! Parece que é um prato regional de Gênova. Achei meio bizarra a combinação massa com batata, mas eu hoje fiz a minha adaptação desse prato. No lugar da batata, coloquei palmito pupunha fresco, um dos ingredientes mais valiosos que a gente tem aqui no Brasil, na minha opinião.

Dourei a pupunha na panela com azeite extra virgem e adicionei um pouco de vinho branco para cozinhar no vapor.

A massa escolhida foi a matassine all’uovo da Delverde, um tagliolini (parecido com tagliatelle só que mais fino) com ovos (fiquei na dúvida se combinava com o pesto, mas acho que funcionou).

Depois da pupunha ter ficado bem macia, misturei com o pesto e a massa cozida (3 minutos), com um pouquinho da água do cozimento da massa para não ficar muito ressecado. Nem coloquei parmesão a mais na finalização do prato, porque eu já tinha colocado muito no pesto. Ficou tudo😀

Não que eu tenha escolhido o vinho para harmonizar com esse prato, foi um vinho que já estava aberto mesmo, mas até que ficou redondo. Um Anjou que comprei no Santa Luzia na faixa dos R$30,00. Not bad. É bom encontrar um vinho ok com grau alcólico a 12%, coisa rara hoje em dia.

5 Respostas para “Pecan Pesto

  1. E esse foi meu almocinho de segunda-feira, hahahaha! Que delícia, bee, me chama pra matar o fundinho dessa panela! Beijos, vem aqui ver a gente!

  2. Castigou hein dona Sachi?

    Vou ser obrigada a copiar tudo…

    ;D

  3. Precisa caprichar nas fotos como caprichou na receita.

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