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Fazer uma ida e volta SP -> Bordeaux em 4 dias realmente foi meio intenso. E ainda na volta, fui direto do aeroporto ao aniversário de um amigo… só no dia seguinte é que a maratona acabou. Mas em compensação o corpinho também se acabou… Então já que não tenho mais cérebro pra escrever, aqui vai a minha viagem só em imagens. (Talvez amanhã eu resolva colocar umas legendas…)
Para saber melhor sobre o evento, entrem aqui. A exposição está incrível mesmo e a programação angolana do dia 10/10 com o teatro, conferência, gastronomia e música, foi tudo muito bom














































































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Etiquetado: angola, Evento Bordeaux 2009, Fundação Sindika Dokolo, Luanda Smooth and Rave
- fiche = bom, legal
- boé = muito
- ya = sim
- dread = cool
- madiê (não sei se se escreve assim…) = cara, bofe
- mangolé = angolano
- mangop = angolano
Por exemplo daria pra dizer “este madiê é boé fiche”!
Será que falei certo?? Engraçado, acho que tinha mais mas agora deu branco. Preciso praticar, se não vou esquecer!
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Etiquetado: angola, angolano, pajubá


Como se vê nessas duas fotos, a diferença de energia exalada entre os dois candidatos a presidente dos Estados Unidos é grande. Acho que não é uma coincidência nem favoritismo da mídia pelo Obama. Quem acompanha as imagens dessa corrida desde fevereiro sabe que o Obama jamais faria essa cara que o McCain exibe nessa foto. O McCain parece sempre estar zangado, e se não está abertamente furioso, está com aquele sorriso de quem está espumando por dentro mas tentando parecer o contrário.
Acho que as duas campanhas dos candidatos demonstraram muito bem quem eles são, as atitudes e as posições de cada um. A escolha hoje será entre a união e a divisão. Os americanos hoje poderão escolher, abraçar o novo ou continuar com a política do medo. Se estou certa em relação aos tempos que nos espera, assim como os astrólogos já dizem e assim como os maias falavam há mais de mil anos, será a vez do novo, e o velho controle pelo medo será deixado para trás. Mas isso vai acontecer só através da escolha, nós todos teremos que escolher o que queremos. A união ou a divisão.
Acho que é por isso que essa eleição não é apenas uma eleição americana. Diz respeito a todos nós porque toca um aspecto fundamental, de mudança de visão de mundo. A posição do Obama é a de ouvir todos, conversar com todos e governar para todos e não somente para um grupo específico. Ele próprio é fruto do mundo contemporâneo miscigenado, é filho de um queniano e de uma americana do meio-oeste, tem uma meia irmã indonésia e foi criado pela avó no Havaí. Ele não é negro nem branco, é marrom, igual aos manequins de Yinka Shonibare. Ele é a miscigenação como respresentativa de uma união da raça humana como um todo, que somos todos frutos de uma só origem. Para que serve a divisão? Para poder falar que um é melhor que o outro? Mas como pode se descendemos todos da mesma Eva, para usar uma expressão cristã, a Eva preta da África Meridional onde tudo começou há mais de 200 mil anos?
Então finalmente depois de passar pelo auge da política do medo, da divisão e do patriarcado na era da caça às bruxas na Europa medieval, culminando com a era Bush, lentamente mas seguramente chegamos ao momento da escolha. Já que agora temos a consciência como nosso melhor aliado, podemos utlilizar o nosso livre arbítrio. E algo me diz que a escolha é pelo abandono do medo, pela união e não pelo matriarcado como existiu anteriormente à era judaico-cristã, mas pelo poder compartilhado entre homem e mulher. Aliás, entre todos os opostos.
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