Sachi

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EVENTO 2009 bienal de arte e urbanismo de Bordeaux

Setembro 29, 2009 · Deixe um comentário

A Fundação Sindika Dokolo participa do EVENTO 2009 (09/10 – 18/10), uma bienal sobre arte e cidades (“Le Rendez-vous Artistique et Urbain de Bordeaux”), que tem a proposta de discutir nesta primeira edição a “intimidade coletiva”.

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Com o projeto LUANDA | SMOOTH AND RAVE, a Fundação Sindika Dokolo propõe mostrar a cidade de Luanda através do olhar dos artistas (fotografia, video, arquitetura, dança, teatro e música).

Pretendemos abordar a cidade de Luanda, numa perspectiva esférica e mutante, sem ter necessariamente um ponto de observação fixo.

Este projecto orgânico e emocional propõe uma plataforma que assenta na ausência de um epicentro de análise, permitindo observar as mutações da história recente de uma cidade generosa e inclusiva.

As problemáticas da percepção histórica, política e cultural abordadas pelos artistas, traduzem uma estética onde as imagens se tornam vectores culturais transformando-as em cartografias emocionais e poéticas da cidade.

Os artistas propõem em diversas disciplinas e mediuns uma leitura autónoma, livre e sensível da trajectória temporal e híbrida da cidade nação.

A reorganização do caos e a compreensão da metamorfose.
A trajectória de uma suave utopia contextualizada numa realidade frenética.

Os artistas que participam são Bamba, Ihosvanny, Paulo Kapela, Kiluanji, Chilala Moco, Nástio Mosquito, N’Dilo Mutima, Jorge Palma, Pocas Pascoal, Nguxi dos Santos, Orlando Sergio + Paulo Azevedo, Marita Silva, Cláudia Veiga, Yonamine e terá também uma programação de artes cênicas.

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Entrevista com o Fernando Alvim, curador de LUANDA | SMOOTH AND RAVE, aqui.

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Slow Blogging (por Todd Sieling)

Agosto 9, 2009 · Deixe um comentário

Sou adepta :)

Manifesto

1

Blogar lentamente é a rejeição ao imediatismo. É uma afirmação de que nem tudo que vale a pena ler é escrito rapidamente, e que muitos pensamentos são servidos melhor depois de completamente assados e redigidos em temperatura constante.

2

Blogar lentamente é uma maneira de valorizar a matéria, como os pixels que dão formas às suas palavras são preciosos e raros. É uma predisposição a deixar os eventos presentes passarem sem comentar. É deliberado em seu ritmo, não quebrando o seu caminhar sem pressa por nada além da verdadeira emergência. E talvez nem mesmo então, pois a lentidão não é a velocidade da maioria das emergências, e lugares onde a amada e tranquilizadora velocidade governam o dia servirão melhor para nós nestas épocas.

3

Blogar lentamente é o oposto da desintegração das frases em apenas uma linha, que são freqüentemente a vida primitiva de nossas melhores idéias. É um processo em que a luz irradia do brilho dos pensamentos e então desanuvia para assumir seu lugar no pano de fundo como parte de algo maior. Slow Blogging não escreve pensamentos nos pergaminhos etéricos e eternos antes deles oferecerem um valor persistente na formação de nossas idéias ao longo do tempo.

4

Blogar lentamente é uma disposição de permanecer em silêncio em meio aos ultrajes e êxtases que preenchem nada mais do que um simples momento no tempo, na alternância entre banalidades, decepções esmagadoras e contentamento psicótico do fim do mundo no mero espaço entre as manchetes. Aquilo que você desejaria ter dito naquela hora na semana passada pode ser dito na próxima semana, mês ou ano, e você somente parecerá mais inteligente.

5

Blogar lentamente é uma resposta e uma rejeição ao Pagerank. Pagerank, a bela-fera monstruosa que se senta atrás de diversas cortinas dobradas do Google, decidindo a autoridade e relevância das suas buscas. Blogue cedo, blogue com freqüencia, e o Google vai te recompensar. Condicione seu eu criativo a uma freqüencia secreta, e descubra-se adorado pelo Google; você vai aparecer onde todos olham – nas primeiras páginas do resultado. Siga seu próprio ritmo e encontre suas obras nunca encontradas; recuse o Pagerank e seus favores e sua obra será jogada mas profundezas dos resultados indiferenciados. Sua idéia retorcida de bem comum fez do Pagerank um aterrador inimigo de seus iguais, estabelecendo um ritmo que proíbe a reflexão necessária para sair do dia-a-dia cotidiano em direção ao legado.

6

Blogar lentamente é o re-estabelecimento da máquina como agente da expressão humana, ao invés de seu chicote e de seu recipiente. É a suspensão voluntária da roda de hamster girando à velocidade da luz ditando as regras da blogagem altamente efetiva. É uma imposição de temporalidades assincrônas, onde nós não digitamos mais rápido para alcançar o computador, onde a velocidade de recuperação não necessita do mesmo passo do consumo, onde boas e más obras são criadas em seu devido tempo.

Fonte: Todd Sieling

Tradução para o português: Gabriel Dread, Irradiando Luz

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a era de aquário

Março 3, 2009 · 2 Comentários

When the Moon is in the seventh house
and Jupiter aligns with Mars.
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the Age of Aquarius

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ministro bafonzento!

Fevereiro 17, 2009 · Deixe um comentário

Bom, sem palavras… vamos dizer… no mínimo corajoso de aparecer assim em público! Inibição zero! E tem outra, o que é aquela garrafa mega suspeita ali na mesa??

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já arrasando

Janeiro 22, 2009 · 1 Comentário

Obama mal entrou na Casa Branca e já mandou fechar Guantánamo dentro de 1 ano,  assinou decreto que proíbe os torturas e abusos durante interrogatórios respeitando a Convenção de Genebra, já demonstrou que vai dialogar com Irã sem pré-condições, enfim, fez mais em 2 dias do que Bush fez em 8 anos!

Arrasa!

P.S.: E o Saramago falou, “donde saiu este homem?”

arrasando no Salão Oval

arrasando no Salão Oval

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feliz dia

Janeiro 21, 2009 · Deixe um comentário

É muito bom acordar na manhã do aniversário e abrir o jornal e ver imagens tão incríveis como as de hoje. Aquela foto da capa do caderno mundo de hoje da Folha é de tirar o folego. Adorei a da página 2 também com o Obama, Michelle, Joe e Jill dando tchauzinho pro helicóptero que leva pra bem longe Bush e Laura. Não encontrei essas fotos na net… mas achei essas que são fofas.

D

dancinha :D

fofos

fofos

Aquele mar de gente ouvindo o discurso dele foi muito incrível, me fez lembrar aquele filme com o Tom Hanks, esqueci o nome…

Bom, então é isso, amei começar o meu ano (o ano realmente começa no dia do aniversário) com um espírito renovador e de otimismo.

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Sicko

Dezembro 23, 2008 · 1 Comentário

poster do Sicko

poster do Sicko

“Sicko” já entrou como um dos meus documentários favoritos. Aliás… o que é o Michael Moore? Ele é tudo. Amo todos os filmes dele. Sicko é um desses filmes que vc deseja que todas as pessoas do planeta assitam. Claro, principalmente os americanos, para abrirem os olhos, mas também pra todo mundo abrir o olho e ver realmente como tantos outros “sistemas” funcionam (ou não funcionam).

Aqui nesse caso é sobre o sistema de saúde nos Estados Unidos. Mas em proporções maiores ou menores, todo sistema de seguro privado funciona do mesmo jeito. E te juro, me deu vontade de cancelar o meu seguro de saúde na hora! Ainda não o fiz, mas estou pensando seriamente. Tudo bem, muitos vão falar, não precisa de um filme pra saber como funcionam todos esses sistemas, mas assistam o filme que vai dar vontade de finalmente agir.

O filme é assim. O Michael Moore postou no site dele uma nota convidando as pessoas a mandarem estórias reais sobre problemas com seguro de saúde (que ele chama de “health care horror stories“) e filmou as estórias dessas pessoas comuns, com ou sem seguro de saúde. Nos Estados Unidos não existe sistema de saúde público, é tudo privado, por isso, quem não tem seguro de saúde, que são 47 milhões segundo o documentário, tem que passar a vida rezando para não ficar doente ou ter algum acidente. Lembra um pouco a nossa situação aqui, porém lá é bem pior. Até porque, mesmo quem tem um seguro de saúde, enfrenta um monte de problemas e mesmo morte evitável, nos piores casos. Daí ele vai a outros países como Canadá, França e Cuba, onde o sistema de saúde público e universal funciona bem para saber como foi que os Estados Unidos foram parar no estado que se encontram. É bem trágico o negócio… Tem uma hora que ele filma umas velhinhas, ainda com a roupa do hospital, sendo levadas de taxi na calçada em frente a um abrigo, nem sequer encaminham elas para o abrigo, literalmente despejam elas na calçada como se fossem sacos de lixo. E o funcionário do abrigo diz que é uma cena comum e que já “recolheram” uma que ainda estava com a seringa no braço (achei meio surreal, mas enfim…)! Nesse momento Michael Moore faz uma pausa e pergunta, “quem somos nós (americanos)?” É muito duro mesmo.

É claro, tem um pouco de utopia na comparação da situação americana com a dos outros países, porque ele não mostra o podre que rola com os imigrantes ilegais na França, por exemplo ou como é a situação dos que vivem na periferia de Paris, não é nada daquilo que ele mostrou como sendo a realidade francesa no documentário, mas enfim. Tudo bem, a gente entende que ele quer reforçar o enorme problema que carregam os americanos comuns no que diz respeito à saúde e que é possível sim, eles também terem o mesmo que esses outros países têm.

cena do Sicko

cena do Sicko

cena do Sicko

cena do Sicko

cena do Sicko

cena do Sicko

Bom enfim, o filme é incrível, assistam todos e pensem bem se realmente precisam de seguro de vida, seguro de incêncio e disso e daquilo. O de carro não dá pra não ter. Mas o resto, não sei. Eu estou seriamente pensando que o melhor seguro de saúde é comer alimentos orgânicos, menos proteína animal, mais legumes, verduras e frutas, alimentos integrais, não comer alimentos industrializados e fazer exercícios. Tem muitas outras coisas, como rir (diz que é fundamental), ter prazer, arte, música, a natureza, enfim, coisas simples.

E Michal Moore não parou no filme. Ele é ativista mesmo. Ele continua chamando as pessoas para contarem suas estórias de horror para mandar para os políticos agirem e votar pelo sistema universal e gratuito. Ele espera que o filme faça uma revolução no sistema de saúde americano e tire do mercado toda a indústria de seguro de saúde e faz campanha em várias frentes, na internet, nas comunidades, etc. Ele tem um grupo no youtube com um monte de videos de estórias desse tipo. Muito mais detalhes sobre a mobilização no site: http://www.michaelmoore.com/sicko/health-care-proposal/

'What can I do?' - SiCKO

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Deprimente

Dezembro 15, 2008 · 2 Comentários

madonna20-p

O que é essa amapoa mega datada fazendo show com um assistente segurando um guarda-chuva?? Medo.

Universo paralelo. Bem paralelo.

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Vitória de Barack Obama e do mundo novo

Novembro 5, 2008 · 1 Comentário

 

Discurso de ontem à noite

Discursando após eleito

Difícil conter o entusiasmo e a emoção que foi o resultado da eleição de ontem, sua comemoração e o discurso do próximo presidente dos Estados Unidos Obama. O mais incrível é que o mundo todo está comemorando, muito feliz e muito entusiasmado com esse momento realmente histórico não só para os Estados Unidos, mas para o mundo. As comemorações vão desde Japão (não só porque tem lá uma cidade chamada Obama, mas parece que os moradores dessa cidade estão especialmente entusiasmados!), China, os países da África encabeçado pelo Quênia, Europa e América Latina (me pareceu um pouco mais tímida a comemoração dessa região em comparação com o resto do mundo, mas pode ser uma impressão minha).

O discurso dele foi incrível, de novo reforçando o caráter unificador de sua posição.

Parabéns a todos nós que apoiamos o Obama e também aos que não o apoiaram, pois a mudança, a transição, é para todos.

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União ou divisão

Novembro 4, 2008 · 1 Comentário

obama

angry-mccain

Como se vê nessas duas fotos, a diferença de energia exalada entre os dois candidatos a presidente dos Estados Unidos é grande. Acho que não é uma coincidência nem favoritismo da mídia pelo Obama. Quem acompanha as imagens dessa corrida desde fevereiro sabe que o Obama jamais faria essa cara que o McCain exibe nessa foto. O McCain parece sempre estar zangado, e se não está abertamente furioso, está com aquele sorriso de quem está espumando por dentro mas tentando parecer o contrário.

Acho que as duas campanhas dos candidatos demonstraram muito bem quem eles são, as atitudes e as posições de cada um. A escolha hoje será entre a união e a divisão. Os americanos hoje poderão escolher, abraçar o novo ou continuar com a política do medo. Se estou certa em relação aos tempos que nos espera, assim como os astrólogos já dizem e assim como os maias falavam há mais de mil anos, será a vez do novo, e o velho controle pelo medo será deixado para trás. Mas isso vai acontecer só através da escolha, nós todos teremos que escolher o que queremos. A união ou a divisão.

Acho que é por isso que essa eleição não é apenas uma eleição americana. Diz respeito a todos nós porque toca um aspecto fundamental, de mudança de visão de mundo. A posição do Obama é a de ouvir todos, conversar com todos e governar para todos e não somente para um grupo específico. Ele próprio é fruto do mundo contemporâneo miscigenado, é filho de um queniano e de uma americana do meio-oeste, tem uma meia irmã indonésia e foi criado pela avó no Havaí. Ele não é negro nem branco, é marrom, igual aos manequins de Yinka Shonibare. Ele é a miscigenação como respresentativa de uma união da raça humana como um todo, que somos todos frutos de uma só origem. Para que serve a divisão? Para poder falar que um é melhor que o outro? Mas como pode se descendemos todos da mesma Eva, para usar uma expressão cristã, a Eva preta da África Meridional onde tudo começou há mais de 200 mil anos?

Então finalmente depois de passar pelo auge da política do medo, da divisão e do patriarcado na era da caça às bruxas na Europa medieval, culminando com a era Bush, lentamente mas seguramente chegamos ao momento da escolha. Já que agora temos a consciência como nosso melhor aliado, podemos utlilizar o nosso livre arbítrio. E algo me diz que a escolha é pelo abandono do medo, pela união e não pelo matriarcado como existiu anteriormente à era judaico-cristã, mas pelo poder compartilhado entre homem e mulher. Aliás, entre todos os opostos.

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